terça-feira, 18 de novembro de 2008

Primeira mensagem do blog - Marcia Fiorilo

Destaque para a mensagem da Márcia Fiorilo, que, além de inspiradora, tem o mérito especial de ter sido a primeira de todas as colaborações deste blog.
Não merecia ter entrado escondida como comentário de minha postagem (Valendo!), lá embaixo.
Assim como o Alisson Valadão anteontem, a Márcia aqui inspira a confiança de quem esteja começando a leitura. Isso faz muita diferença, pois aquele tanto de confiança a mais investido no que o livro propõe (que é confiar em si mesmo) pode decidir um grande efeito terapêutico no final.
Márcia, gostaria que você mesma estivesse fazendo esta postagem como colaboradora do blog (recebeu o convite?). Aliás, nesta altura você já deve ter terminado a leitura.
Que tal uma postagem

atualizada?



Márcia Fiorilo disse...

Olá a todos que ainda passarão por aqui...
Minha compra é recente e não terminei de ler o livro. Estou ainda um pouco além da metade...
O que dizer?... Bem, eu já dividia com o autor a mesma opinião contrária ao uso de drogas... Prefiro ter apenas um problema...
Acreditem, é possível vencer o pânico sem drogas.
Tinha crises horríveis...Corria para hospitais achando que ia morrer... Descia de ônibus no meio do caminho e gastava vidros e mais vidros de descongestionantes achando que me ajudariam a respirar.
Há mais de um semana que não sinto nada... Comecei a ver as minhas crises como pedidos de ajuda meus para mim mesma e não mais como uma doença. Comecei a entender, aos poucos, que quem mais precisa de mim sou eu mesma... Que na ausência de outras pessoas e nas grandes mudanças da vida tenho que estar "sempre ao meu lado".
Recomendo muito o livro àqueles que passam pelo mesmo problema do pânico...
É, sem dúvida, um excelente trabalho.
13 de Outubro de 2008 09:25

Comentario do Leandro

que nao pode ficar escondido como comentario de minha postagem

Leandro disse...

Ola para todos... Tenho síndrome de panico desde os 20 anos de idade. Só que aos 20 anos quando descobri que era isso em pouco tempo venci essa síndrome. Só que hoje acho que nunca venci ela de verdade e ela sempre me rondou disfarçada, porque acho que apenas dei uma “Barrigada” nela. Agora aos 30 ela voltou com mais força, alterando minha pressão arterial me jogando em varias crises durante o dia.
O livro tem se tornado um grande amigo. A leitura dele me esclareceu muito e sei agora que tenho que buscar forças para sanar esse meu problema. Minha mãe sofre do mesmo problema e ela também, agora faz uso do livro. Só que o problema dela é um pouco mais grave, porque eu, alem de conseguir me segurar aos trancos e barrancos, já consegui me livrar do “Rivotril” (CLONAZEPAM). Minha mãe toma todos os dias 4x ao dia 0,5mg de Frontal, ou seja, 2mg dia. Ela está na metade do livro e está gostando muito.
O livro certamente é otimo, eu acho que é um guia para todas as pessoas que sofrem deste problema. Ele é o caminho para sanar este problema. Temos que vigiar nossos pensamentos e acreditar que podemos melhorar e realmente nunca duvidar disso.

Leandro Dutra

13 de Novembro de 2008 13:29

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A bordo do pânico

Olá Luiz,

Seria uma grande injustiça eu começar meu texto sem antes parabenizar-te pela surpreendente obra. Eu, sinceramente, estava esperando mais um daqueles livros de auto-ajuda super clichês do tipo: “Pense positivo e todo o Universo conspirará a seu favor”, mas não. Deparei-me com uma profunda análise de um estado que só quem passa por ele sabe o desespero que provoca. È uma obra bem incomum visto que leio temas de psicologia desde a faculdade que, aliás, foi onde me interessei por psicologia, apesar de me formar em informática. Os livros de psicologia ficavam do lado dos livros de informática.
Nunca li nada tão surpreendente, desafiador e com uma abordagem tão profunda e responsável como o que li em seu livro.
Pois bem, tive minha primeira experiência com o pânico aos 16 anos de idade, mas não foram os médicos que descobriram, fui eu mesmo na minha longa jornada em busca de respostas para aquilo que eu sentia. Tinha uma imensa curiosidade em saber o que se passava comigo depois daquela noite no meu quarto em que minha mãe teve que sair correndo comigo para o pronto socorro pensando que eu estava tendo um ataque do coração. Nunca tremi tanto na minha vida. Eu estava no meu quarto fazendo musculação quando o medo e a taquicardia me tomaram por inteiro e achei que ia morrer ali mesmo. Desenvolvi agorafobia de uma forma não muito intensa, eu até conseguia sair de casa sozinho, mas não ia muito longe, foi quando comecei com a medicação. Sempre carregava na carteira minha muleta de 2 mg de clonazepan para os momentos “sem saída” que a gente sempre sente em determinadas situações. Não poucas vezes saía da minha sala no trabalho e corria para o banheiro partir o comprimido e tomar a metade. O alívio era quase que imediato. Muito mais o efeito psicológico do que químico. As situações estressantes acabam com a gente. Tomei antidepressivos também. Até que me ajudavam bastante no começo só que os efeitos colaterais eram horríveis, principalmente na esfera sexual. Isso pro homem é inaceitável e sempre quando surgia um relacionamento novo tinha que parar com antiorgásmico.
Por incrível que pareça minhas crises de pânico diminuíram assustadoramente sua intensidade e a agorafobia desapareceu. Acho que de tanto ler sobre o pânico e saber o que se passava comigo e que aquilo não ia me matar.
Então voltei a fazer terapia, comecei a namorar uma psicanalista que me apresentou alguns trabalhos de Freud e vi que toda sua teoria do complexo de Édipo se encaixava perfeitamente nas minhas vivências, mas isso não vem ao caso. Procurei em minha cidade algum psicólogo que abordasse a tão falada Terapia Cognitiva Comportamental, mas ninguém até então trabalhava com essa abordagem. Até pensei em fazer algumas sessões em outra cidade.
Mas voltando ao pânico, com minhas andanças por respostas na grande rede mundial caí em vários sites que falam sobre o assunto e devo reconhecer que obtive muitas informações altamente relevantes, isso me ajudou muito nessa época. Então, alguns meses depois, achei sua página no Google. Confesso que a primeira vista achei muito estranho e desconfiei das propostas do livro, mas estava decididíssimo a comprar e eis minha frustração: edição esgotada. Não me lembro bem, mas acho que você me disse que na próxima edição me comunicava e realmente me comunicou. Comprei o livro, comecei a ler e não conseguia mais parar. A forma, a profundidade e as resposta que você propõe no livro são de tamanha perspicácia que eu me surpreendia a cada capítulo e me perguntava: como o Luiz chegou a esse entendimento sobre esse assunto com tamanho domínio? Várias vezes viajava para Belo Horizonte à trabalho e na solidão dos quartos de hotéis sempre voltava em algum capítulo do livro, mais especificamente no tema: “Entre trancos e barrancos” pg. 133. A primeira vez que li essa parte me perguntei: como poderia esse parágrafo descrever, tão do fundo da alma, o modo como tenho vivido minha vida inteira? Passado pouco tempo resolvi ler o livro novamente e acabei a pouco tempo...

Quero te agradecer Luiz e parabenizar mais uma vez pela magnífica obra e que, sem sombra de dúvidas, está ajudando e vai ajudar milhares de pessoas. Aproveito o ensejo para dizer que estou disposto a ajudar as pessoas no que estiver ao meu alcance.
Um grande abraço.

A.C. Valadão